Este blog estava esquecido num recanto da minha memória. Memória essa que nos últimos meses sofreu uma sobrecarga de dimensões excessivas...
Mas enfim... Novo ano, nova vida!
E nada melhor do que uma deprimente madrugada de passagem de ano para voltar a devaneios, confissões e partilhas musicais com o nada.
Se há celebração que me ultrapassa, é esta. Porquê esta alegria, tantas vezes falsa, por começar um novo ano? Será que alguém acredita mesmo que um mero virar de página no calendário significa alguma coisa?!
E bem... O que dizer das festas de passagem de ano em si?...
Em todo o caso, não me apetece ter um início de ano amargo (nunca fiando...). Por isso, tentando abstrair-me do caos que me rodeia - uma tese para entregar, uma vida profissional para decidir, um grupo de amigos em cacos e desgraças afins - lá voltarei àquilo que realmente me anima - a música!
E nesse aspecto, 2010 até nem foi muito mau. Conheci algumas coisas novas, vi alguns concertos, fui-me cultivando. Se exceptuarmos a quantidade de vezes que tive de explicar por 'a+b' que os muse não são, nem nunca serão, a melhor banda do mundo, até correu bem.
Desejos musicais para 2011:
1) Ver portishead no sbsr (e pelo caminho vejo strokes também)
2) Regressar a Paredes de Coura (de preferência para ver blur. ou pulp. ou bon iver. ou beirut. ou estes todos e mais alguns) (de preferência a última opção)
3) Ver the national no coliseu
4) Novos álbuns brutalíssimos de Nick Cave, Patrick Wolf e Fleet Foxes
5) Novas descobertas musicais
6) A banda sonora perfeita para cada momento, cada dia, cada pessoa e cada estado de espírito. Rodear-me de música que me lembre sítios, estados de espírito, conversas. Música, música, muita e boa música!
7) Encontrar 'aquela' pessoa, ao som 'daquela' música
e porque dizem que o 7 é o número perfeito, fico-me por aqui.
E pronto. Não seria bom que o ano fosse assim? =)